sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Confira as criptomoedas que valorizaram e que desvalorizaram em outubro


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Durante oito meses, o mercado de criptomoedas desvalorizou, e outubro não foi exceção, com queda de 9,4% no valor total do mercado. Isso resultou na perda de mais de US$20 bilhões durante o mês. A maior baixa do mês, ocorrida numa sexta-feira, 12 de outubro, na qual o mercado chegou a valer US$197 bilhões, não foi tão profunda quanto a queda de setembro, mas muito próxima. No final de outubro, o marketcap girava em torno de US$200 bilhões, uma queda de 75% em relação à alta de janeiro. A tendência de baixa ainda é muito clara, mas as perdas diminuíram, indicando que um limite pode estar próximo.

O Bitcoin perdeu terreno em outubro, começando o mês valendo pouco mais de US$6.600 e terminando valendo US$6.320. Esse declínio de 4,5% não é tão ruim quanto parece, uma vez que o BTC está acima do nível de US$6 mil há um ano. A principal criptomoeda do mercado percorreu um longo caminho nos últimos dez anos e alguma estabilidade é bem-vinda.

Criptomoedas valorizadas em outubro

Tron foi uma das criptomoedas “vencedoras” em outubro, afinal o token fechou o mês valendo US$0,222, tornando-se a primeira moeda digital da lista que não terminou o mês pior do que iniciou.

A criptomoeda Maker também conseguiu passar do tumultuado mês com uma valorização de 21%, saindo de US$495 para cerca de US$ 600 no final de outubro. O Bitcoin Gold sobreviveu sem perdas, começando e terminando o mês em US$26. 0x também fez ganhos durante o mês, terminando 17% acima, saindo de US$0.654 para US$0.767.

A Decred foi outra sobrevivente sem perdas permanecendo em US$39 no final do mês.

Criptomoedas desvalorizadas em outubro

O Ethereum perdeu 15% durante outubro, começando em US$232 e terminando em US$197. São os níveis mais baixos do ETH desde julho de 2017 e nenhuma recuperação parece vir ainda. O valor de mercado da criptomoeda está em torno dos US$20 bilhões, com a segunda maior criptomoeda do mundo tendo perdido quase US$4 bilhões no mês passado.

O XRP mostrou alguma promessa nas últimas semanas, mas isso não impediu a perda total de 25% no mês. O XRP terminou o mês em US$0,44 depois de começar outubro muito perto de US$0,60.

O Bitcoin Cash também foi abatido em outubro com uma queda de 21%, de US$534 para US$422. E a EOS também não escapou. Uma queda de 10% fez o token EOS cair de US$ 5,78 para US$5,20 durante o mês.

A Stellar também terminou outubro com uma queda de 15%, de US$0,26 para US$0,22. A Litecoin se saiu ainda pior com uma queda de 18%, de US$61 para pouco menos de US$50 no final do mês. A Cardano não fez um ganho este ano e apresenta uma das piores performances dentre as principais criptomoedas.

As coisas foram tão ruins em outubro que até mesmo o Tether teve prejuízo, caindo abaixo de seu preço em dólar para um mínimo de US$0,958. Também está nessa lista a Monero, que caiu de US$116 para US$104, resultando em uma perda de 10%.

Indo mais para baixo no gráfico, as perdas foram maiores, com a Iota, por exemplo, registrando uma perda de 20% em outubro. A Dash também sofreu queda de 18%, Binance Coin caiu 6% e Neo na 15ª posição também perdeu 20%.

As perdas foram maiores para o Ethereum Classic, que caiu 21%, Nem só caiu 6%, Tezos caiu 12%, assim como Zcash, e a VeChain foi trucidada em quase 22% em outubro.

No final de outubro, as coisas estavam ruins para a maioria das criptomoedas, com perdas generalizadas.

Resumidamente, as únicas criptomoedas que valorizaram em outubro foram Tron, Maker, 0x e Bitcoin Gold. Já as criptomoedas que desvalorizaram 20% ou mais foram: XRP, Bitcoin Cash, Cardano, Iota, Neo, Ethereum Classic e VeChain.

Fonte: criptomoedasfacil

John McAfee utilizará candidatura à presidência dos EUA para promover criptomoedas


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O programador e entusiasta de criptoativos John McAfee revelou que a sua intenção de se candidatar à presidência dos Estados Unidos, em 2020, servirá como uma plataforma para promover os criptoativos. A declaração foi feita em uma entrevista de McAfee à agência de notícias Cointelegraph, em 01 de novembro.

O fundador do antivírus McAfee, que participou do Malta Blockchain Summit nesta quinta-feira, disse que planeja gravitar sua campanha “em torno de uma plataforma libertária” e usar seu acesso ao cenário nacional apenas para divulgar os criptoativos, enquanto expressa a certeza de que “ninguém o elegerá” como presidente.

McAfee comentou que sua postura pró-criptoatvos é baseada principalmente no conceito de “liberdade pessoal”, afirmando que em sua próxima candidatura à presidência ele quer “falar sobre liberdade pessoal e como ativos digitais podem nos ajudar a consegui-la”.

Ele também afirmou que sua intenção de concorrer à presidência não é ganhar a eleição, mas sim obter uma grande plataforma pública para promover criptomoedas descentralizadas. Em tom brincalhão, ele afirmou:

“ISSO [CRIPTOMOEDAS] É TUDO SOBRE O QUE VOU FALAR. VEJA, EU NÃO QUERO SER PRESIDENTE. EU NÃO PODERIA SER… NINGUÉM VAI ME ELEGER PRESIDENTE, PELO AMOR DE DEUS! NO ENTANTO, TENHO O DIREITO DE CONCORRER.”


Candidatura e previsões
Em junho desse ano, McAfee anunciou pela primeira vez sua intenção de concorrer à presidência dos EUA em 2020 para apoiar a comunidade e promover os criptoativos. Essa, no entanto, não foi a primeira “loucura” proferida pelo programador.

Na entrevista, McAfee também reiterou sua previsão, feita ano passado, de que o valor do Bitcoin (BTC) atingirá US$1 milhão até o ano das eleições do presidente dos EUA (2020). No entanto, McAfee esclareceu que esse montante de dólares não terá o mesmo valor que tem atualmente, uma vez que as moedas fiduciárias migrarão para os mercados de criptoativos, adicionando confiança:

“EM CINCO ANOS, O TEMPO DAS MOEDAS FIDUCIÁRIAS ESTARÁ EM SUAS ÚLTIMAS ETAPAS.”


A próxima candidatura presidencial dos EUA não será a primeira tentativa de McAfee. Ele buscou a indicação do Partido Libertário para a eleição de 2016. Na entrevista, McAfee alegou que se ele “estivesse mais conectado com a comunidade em 2016” teria promovido a ideia de “independência cambial”.

Como ele disse na entrevista recente, na sua pré-campanha de 2016 ele se concentrou em “lapsos na segurança cibernética”.

Em junho de 2018, McAfee anunciou no Twitter que deixaria de promover ofertas iniciais de moedas (ICOs, na sigla em inglês) devido a “ameaças” da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês). Antes deste anúncio, o empresário havia admitido a cobrança de US$150.000 por tuíte para promover projetos e produtos de criptoativos.

Fonte: criptomoedasfacil

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Em dez anos, a bitcoin gerou furor. E desilusões


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A moeda digital surgiu em 2008, em plena crise financeira, como uma alternativa aos bancos.


Foi há dez anos que o misterioso Satoshi Nakamoto – de quem nada se sabe ao certo além do nome japonês, que pode ser um pseudónimo – partilhou as suas ideias sobre uma moeda virtual que não dependia de uma entidade central para ser emitida. O conceito chegou no meio da crise financeira de 2008, como uma proposta de alternativa ao sistema bancário tradicional.

Com os anos, a bitcoin ganhou fama por poder ser transferida de forma anónima entre utilizadores em qualquer parte do mundo, e por ser uma solução engenhosa para o problema do funcionamento de dinheiro digital. E ganhou má fama por ser utilizada em esquemas de lavagem de dinheiro ou para compras em mercados negros. Despertou a atenção da banca, tem sido criticada por economistas reputados e ganhou defensores acérrimos. Houve quem chamasse a atenção para os problemas ambientais associados ao grande gasto de electricidade. Há quem diga que é um esquema piramidal fraudulento e quem a considere o dinheiro do futuro. Deu origem a muitas centenas de outras moedas semelhantes. Fez alguns milionários e levou outras pessoas a perder muito dinheiro. 


E também há os que descrevem os seus ganhos como sendo modestos. É o caso de Ricardo Anástacio, um português de 27 anos, a trabalhar em Nova Iorque. Há cinco anos que tem bitcoins. “É o típico investimento dos millenials. Os jovens do novo milénio também querem enriquecer depressa, como outras gerações, e com histórias de 1000% de retorno, é fácil encantar o vizinho”, resume o português ao PÚBLICO. Não se arrepende do investimento. 

Começou em 2015, com 250 euros (foi uma sugestão de um amigo que tinha lido sobre o conceito online). Durante muito tempo, o dinheiro esteve parado, mas em  Dezembro de 2017, a procura pelas bitcoins explodiu e uma só moeda chegou a valer mais de 19 mil dólares (um valor 1900% acima do que valia um ano antes, em 2016).

Com o preço a subir, Anastácio decidiu investir mais quatro mil euros. Vendeu parte, mas deixou 12 mil euros na carteira digital para ver se valorizavam. Não aconteceu. Em Janeiro, o valor da bitcoin começou a descer, e hoje ronda os 6500 euros. Ainda assim, o balanço que Ricardo faz é positivo.

Em Portugal, quem ganha dinheiro a comprar e vender criptomoedas, seja a famosa bitcoin ou qualquer outra, fica a salvo de pagar IRS em Portugal sobre esses rendimentos. A autoridade tributária diz que não há enquadramento legal para tributar os lucros obtidos com a compra, venda e troca de criptomoedas.

Nem todos têm a mesma sorte.


O jornal The New York Times contou a história do britânico Pete Roberts, 28 anos, que investiu 23 mil dólares e cujo investimento desvalorizou para quatro mil dólares, e a do analista financeiro norte-americano Tony Yoo, 26 anos, que investiu mais de 100 mil dólares das suas poupanças na moeda, mas hoje tem apenas tem 30 mil dólares em bitcoin.

Como eles há mais – embora não se saiba quantas pessoas perderam ou ganharam dinheiro com a subida e descida da bitcoin. O número de utilizadores da Coinbase, que é o maior mercado digital de compra e venda de bitcoins nos EUA, duplicou o número de utilizadores entre Outubro de 2017 e Março de 2018. O pico de preços aconteceu entre Novembro de 2017 e Fevereiro de 2018, quando o valor da bitcoin variou entre oito mil dólares e 19 mil dólares.

Amealhar

Muitos utilizadores optam por não vender as bitcoin que têm. Estão num processo de hodl – gíria no mundo das criptomoedas para o processo de guardar as moedas até uma altura em que sejam mais valiosas. As origens da expressão datam de uma publicação num fórum em 2013, em que um fã da bitcoin escreveu ‘holding’ (no sentido de agarrar ou manter bitcoins) com um erro ortográfico.

A estratégia é usada pelo português Flávio Azevedo, 32 anos, que trabalha numa consultoria em tecnologias de informação. Afirma que são mitos as ideias de que “a bitcoin é uma bolha financeira” ou “serve apenas como ferramenta de especulação”.

 Lida com várias criptomoedas (principalmente, bitcoin e ethereum que é a segunda maior divisa digital) desde 2010, mas só este ano é que decidiu comprar. "Neste momento o investimento não trouxe perdas nem ganhos porque não vendi nenhuma das criptomoedas que comprei”, diz. “Estou a fazer hodl pelo menos até 2020-2021.”

Admite, no entanto, que já perdeu bitcoins. No começo do seu interesse na área, Azevedo criava as suas próprias moedas através de um processo conhecido como mining . Ocorre quando vários computadores ligados à rede competem para serem os primeiros a validar blocos de transacções na blockchain, a base de dados distribuída em que assenta a bitcoin. A máquina mais rápida a validar novos blocos é recompensada com novas bitcoins. O objectivo é recompensar quem gastou recursos (tempo, electricidade, capacidade de processamento). Em 2018, cada bloco vale cerca de 12 bitcoins.

Flávio Azevedo teve alguns percalços pelo caminho.

Em 2014 perdeu todas moedas digitais que tinha no ataque informático ao site japonês MtGox, na altura uma das maiores plataformas para comprar, vender e guardar bitcoins na altura. Desencantou-se temporariamente, mas não desistiu. “Só quem vende é que perde”, insiste.

Ricardo Antastácio é mais céptico. “Quem perdeu, não diz que perdeu. Alteram a narrativa para dizer que é um investimento a longo prazo”, diz. “Acredito que muita gente perdeu dinheiro, eu podia ter perdido, mas soube tirar na altura certa.”

“O problema é que muitas pessoas vêem os preços a subir e compram sem pensar no potencial”, argumenta Flávio Azevedo. “As pessoas gostam de dizer que a bitcoin não é regulada, que é instável. Mas os bancos imprimem dinheiro todos os anos, e fazem coisas que desconhecemos. Com a bitcoin, é tudo transparente. Todos sabemos qual é o esquema.”

Nos últimos anos, têm surgido algumas tentativas de regulação. Em Dezembro, quando o valor da bitcoin estava no seu auge, os Estados-membros da União Europeia começaram a falar na possibilidade de introduzir regras para prevenir o financiamento de actividades ilegais e a fuga ao fisco com criptomoedas. Uma das medidas passava por eliminar a possibilidade de anonimato. É algo que já acontece no Japão, onde as plataformas de transacções funcionam legalmente. Na China, a regulação foi mais incisiva: as autoridades chinesas ordenaram que os serviços de transacção de divisas digitais encerrassem.

Para Ricardo Anástacio, a bitcoin ainda está longe de fazer parte do dia-a-dia da maioria das pessoas. “Realisticamente, ainda não dá para comprar nada. Ninguém pede empréstimos em bitcoin”, diz.

A bitcoin não é amplamente aceite como forma de pagamento. Entre as excepções está a Wikipédia (que aceita donativos em bitcoin), e umas poucas agências de viagens. A loja online da Microsoft tem oscilado entre aceitar e não aceitar este tipo de pagamentos (em parte, devido à grande volatilidade) para pagar aplicações móveis e jogos para computador e Xbox.

“Não sou um céptico, mas também não tenho ilusões”, resume Anastácio. Para já, não pensa em retirar o dinheiro que ainda tem em bitcoins. Espera que, no futuro, volte a valorizar. "Pode correr bem, mas investir na bitcoin é um risco.”

Fonte: www.publico.pt/

Análise Técnica Bitcoin 30/10/18 – Canal de alta intacto


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O preço do Bitcoin caiu da sua consolidação de curto prazo e está de volta ao suporte do canal de longo prazo.

Um salto ainda poderia permitir a retomada da tendência de alta e levar o preço à resistência em US$ 7.000.

Uma quebra abaixo dos níveis atuais poderia levar a uma recuperação na pressão de vendas e declínios prolongados mais uma vez.

Indicadores Técnicos

As médias móveis estão oscilando. No entanto, a MM 100 parece estar mantendo-se acima da MM 200, indicando que o caminho de menor resistência está no lado positivo. Em outras palavras, é mais provável que o suporte se mantenha firme.

Nesse caso, o preço do bitcoin poderia se recuperar para o topo do canal em torno de US$ 7.000 ou pelo menos até a área de interesse do meio do canal em US$ 6.600.

O estocástico está apontando para baixo para sinalizar que os vendedores têm controle, mas o oscilador está se aproximando das condições de sobrevenda para sinalizar exaustão. Voltar para trás pode trazer os compradores de volta ao mix e permitir que a tendência de alta seja retomada. O RSI já atingiu os níveis de sobrevenda e está começando a voltar para indicar que os compradores estão prontos para retornar.



A análise foi traduzida do site NewsBTC e não é uma indicação de compra ou venda.

Fonte: portaldobitcoin.


Bitcoin atinge preço mais baixo desde junho no Brasil


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O Bitcoin atingiu a casa dos US$ 6,3 mil na última segunda-feira (29). É o valor mais baixo desde junho deste ano, já que a criptomoeda vem operando de maneira estável por volta de US$ 6,5 mil. Isso significa que, no Brasil, o bitcoin operou em R$ 23 mil.

No Brasil, o Bitcoin bateu R$ 23 mil


De acordo com o Portal do Bitcoin, a queda do dólar, que está sendo negociado a R$ 3,70, ajudou nesse valor mais baixo da criptomoeda. “Com esse movimento, o bitcoin atingiu o menor preço em dólar das últimas duas semanas enquanto no Brasil, com queda de 11% em outubro até o momento, atingiu o menor patamar desde o final de junho”, escreveu o veículo. “O mês atual também caminha para ser o de menor volume negociado nas exchanges brasileiras em 2018. De acordo com o IPB, o volume em outubro é de apenas 8.858 BTCs (R$ 220 milhões). A fim de comparação, mais de 30 mil BTCs foram negociados em janeiro”.

Enquanto isso, a criptomoeda que teve o maior destaque negativo nas últimas 24 horas é a NEM, com queda superior a 10%. Ainda assim, o mercado das criptos está acima dos US$ 200 bilhões.

Fonte: tecmundo.com.br

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Análise Técnica Bitcoin 29/10/18


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O preço do Bitcoin continua a ser negociado dentro de seu canal de baixa no período de 1 hora.

O preço parece pronto para um pullback em direção a resistência e a retração Fibonacci mostra onde os vendedores podem estar esperando.

Os indicadores técnicos também parecem sugerir que a tendência de baixa pode ser retomada em algum momento.

Indicadores Técnicos

A média móvel de 100 períodos está seguramente abaixo da MM 200 no gráfico de 1 hora, indicando que o caminho de menor resistência é para o lado negativo. Isso basicamente significa que é mais provável que o selloff seja retomado do que revertido. A diferença entre as duas médias móveis também está se ampliando para refletir o fortalecimento do momento de venda.

A MM 100 também coincide com o nível de retração de Fibonacci de 50% em US$ 6.526 para aumentar sua força como um teto. Isso coincide com uma antiga zona de suporte, que agora pode ter resistência, já que está perto do topo do canal. Uma correção maior poderia testar 61,8% de Fibonacci próximo a US$ 6.500 e ainda dentro do topo do canal e área de interesse.

O estocástico ainda está caminhando para cima e tem espaço antes de atingir a zona de sobrecompra, o que sugere que os compradores podem permanecer no jogo por um pouco mais e continuar com a correção. O preço está atualmente testando a retração Fibonacci de 38,2% na área de interesse do meio do canal, o que provavelmente também contém alguns pedidos de venda. O RSI também está subindo, então o preço do bitcoin pode seguir o mesmo caminho enquanto os compradores estão no controle.

Traders parecem estar liquidando algumas de suas posições de bitcoin enquanto esperam por mais catalisadores para sustentar altas anteriores. Há muito o que esperar pela indústria, mas parece que os investidores estão esperando obter mais confirmação e impulso antes de se decidirem.


A análise foi traduzida do site NewsBTC e não é uma indicação de compra ou venda.

Fonte: portaldobitcoin.com/

Bitcoin, a principal das criptomoedas, completa dez anos


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Uma foto tirada em 6 de fevereiro de 2018 mostra uma representação visual da moeda digital criptográfica Bitcoin, na loja

Criada após a crise financeira de 2008, moeda tinha pretensão de colocar em xeque as instituições financeiras tradicionais


RIO — Com uma visão claramente política, nascia, em 31 de outubro de 2008, o bitcoin, a primeira moeda virtual descentralizada. Dez anos depois, esta criptomoeda alimenta um complexo ecossistema, mas continua sem convencer nas altas esferas econômicas. O termo bitcoin apareceu pela primeira vez em um jornal publicado na internet por Satoshi Nakamoto, um pseudônimo cuja identidade real — pessoa ou grupo? — continua desconhecida, com o objetivo de “efetuar pagamentos on-line diretamente de uma pessoa a outra sem passar por uma instituição financeira”.

Esta ambição foi alimentada pela quebra do banco americano Lehman Brothers, ocorrida um mês antes, que desprestigiou o sistema de “moedas tradicionais com as quais uma pequena elite de banqueiros se enriquece muito, estabelece as regras monetárias e as impõe a todo mundo”, ressalta Pierre Noizat, fundador da primeira plataforma francesa de venda de bitcoins em 2011.


Em 3 de janeiro de 2009, às 15h15min (hora de Brasília), foi criado o primeiro bloco que gera 50 bitcoins. E a primeira transação entre duas contas tem lugar nove dias depois. O bitcoin evoluiu durante anos fora dos radares do grande público, interessando unicamente aos apaixonados por informática ou aos que lavam dinheiro. Em outubro de 2009, o bitcoin valia somente US$ 0,00076.

Em 22 de maio de 2010, um programador da Flórida pagou a um internauta 10.000 bitcoins para que ele entregasse duas pizzas. Foi a primeira transação conhecida no mundo real, equivalia na época a US$ 42 e marcou o nascimento do "Bitcoin Pizza Day". Atualmente, o valor equivaleria a US$ 64,2 milhões. Em 2013, a criptomoeda já superava os US$ 1 mil e começou a chamar a atenção das instituições financeiras. O Banco Central Europeu indicou um funcionamento perigoso enquanto o ex-presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, celebrou seu potencial.Infância turbulentaAlguns meses mais tarde, a criptomoeda sofre sua pior crise com o hackeamento da plataforma MtGox, onde se negociava até 80% dos bitcoins em circulação. Seu preço despencou e deve esperar mais de três anos para voltar a seu nível do final de 2013. O ano de 2017 constitui um "ponto de inflexão", considera Noizat: a moeda passa de menos de US$ 1 mil a mais de US$ 19.500 em meados de dezembro, segundo números da Bloomberg.

Sua capitalização total supera temporalmente os US$ 300 bilhões, segundo a web especializada Coinmarketcap. A soma da capitalização de todas as criptomoedas supera por sua vez os US$ 800 bilhões em janeiro de 2018, antes que a bolsa estoure e o valor do bitcoin volte progressivamente em torno dos US$ 6.400.

— O conceito de moedas virtuais, que já existia antes, se estendeu consideravelmente graças ao bitcoin— considera o analista Bob McDowall.

Atualmente existem mais de duas mil criptomoedas diferentes. Até o ponto que o conceito superou o simples estatuto de progresso tecnológico para converter-se em "quase uma religião" para alguns, alerta McDowall.

Anthony Lesoismier é o cofundador de Swissborg, um fundo de investimentos suíço que propõe carteiras de ativos baseados exclusivamente neste tipo de moedas.

— A verdadeira revolução se situam em um nível filosófico ao instaurar um novo regime de sociedade com mais liberdade — afirma.MaturidadeNo campo contrário, Nouriel Roubini, economista turco naturalizado americano, afirma que a descentralização é "um mito".

— É um sistema mais centralizado do que a Coreia do Norte. Os mineradores estão centralizados, as transações estão centralizadas e os programadores são uns ditadores — denunciou em um artigo na imprensa.

Embora a ideia inicialmente fosse utilizar o bitcoin como valor de câmbio, a maioria dos observadores reconhece que agora se usa principalmente como reserva ou instrumento de especulação devido à sua volatilidade.

— São necessários 20 anos para que uma tecnologia de rede deste tipo se instale completamente— , justifica Noizat, esperando a chegada de um sistema técnico que dê maior rapidez às transações: a rede só pode tratar atualmente cinco a dez operações por segundo, frente a vários milhares para os operadores de cartões Visa por exemplo.

Nascido para escapar do sistema financeiro tradicional, acabará o bitcoin finalmente se integrando através dos grandes bancos?

— É preciso aceitar algumas pontes no curto prazo para gerar o interesse do grande público— considera Lesoismier, que se define como "um idealista", mas também "realista".

Fonte:  oglobo.